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“Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que mais se ama.(...) » Bob Marley
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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Descalça....


E de pés descalços
assentes nesse terra
com cheiro a chuva...

Desfaço a alma
em pedaços imperfeitos
Para me entregar
de braços abertos
aos caminhos

que a vida tem
para mim...

Quero entranhar-me

nesse pedaço de chão
que me conhece
os medos até do avesso

Quero que se difunda

no meu corpo suado e cansado

por entre as fendas penosas


Faz render-me a ti
a essa energia magnifica

a esse sabor de mel
cor do ouro

Faz-me encontrar
o tesouro

no fim do arco-
íris....

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Uma Parte de mim [escondida] *


«Bom Dia Avozinha! Então já estas prontinha!?» ... com algumas dores mas de sorriso no rosto reponde que sim. Ajudo-te a descer as escadas...a vestir-te o casaco, ponho-te o chapéu azul... pego na tua carteira e levo-te até ao carro para mais uma viagem....rumo até Coimbra. Acho que até de olhos fechados conseguiria ira lá ter... de tantas vezes que já fizemos esta viagem...

Mais Um «Bom dia ao Segurança e um Volto já, só para deixar uma doente» Saio Contigo de braço em ti e a muito custo vejo-te a querer subir [mais uma vez] aquelas escadas brancas gastas e escorregadias. Mais uma tiragem de analises, mais uns minutos de espera até ouvir o teu nome no meio daquela sala fria e de cadeiras azuis apertadissimas entre si.... Chamam-te e saltas da cadeira como uma criança ao encontro de uma mão cheia de rebuçados... mas esses não te adoçam nem um pouco a vida...

Mais uma caminhada até ao outro lado do edifício... Já não consegues ir pelas tuas pernas, tivemos de ir pedir «um veiculo de formula um» como dizia o Pai... Fazemos o «
check in» já na sala de espera dos tratamentos de quimioterapia. A espera desta vez é longa e a tua fome e a nossa começa a apertar. Mas tens medo de que percas a vez... então Vou-te buscar um croaçãn com fiambre e um sumo de pêra, como tu gostas... Passados alguns minutos ressoa o teu nome na sala, impercetivel com o barulho e com o calor que se faz sentir naquele espaço minúsculo.

E lá vamos nós para mais uma aventura. Somos recebidas por uma enfermeira muito simpática e
meiguinha que nos indica o local onde vais permanecer, durante 5 horas diz-nos ela com um sorriso no rosto... O teu semblante muda a cada pensamento que tens de ficares ali «fechada» por cinco horas. Passado uma hora de tratamento os teus olhos fecham-se de cansaço e nesse teu intervalo entre o mundo dos sonhos e o real aproveito para ir almoçar.

Ao voltar a sala de onde estas há mais de duas horas e meia reparamos que estas com um brilho nos olhos diferente e dizes-nos que já almoçaste e que agora vais dormir mais um pouquinho porque o João Pestana não te larga... Tu e o teu sentido de humor. faz-me sentir orgulhosa.


O tempo a partir dai parece ter passado a voar, entretida a ler um livro enquanto por entre os intervalos das páginas ia-te pondo um olho, e via-te de sono descansado como um anjo. Num cruzar de folhas ouve-se um
bip da maquina que estava a tua direita cheia de botões e números a piscar.... Parece que já estaria a chegar ao fim a tua «tortura». O teu rosto ilumina-se por saber que mais uma etapa está concluída. E que em breve estarás no teu cantinho quentinho e só teu. E eu Sei que nunca ninguém te vai tirar isso.

De regresso a casa pedes para te ires deitar que estas exausta... mas com um brilho nos olhos de quem anseia uma cura, uma boa noticia em breve, um fim deste suplicio para ti. [...] »

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Que é Nosso [o amor]



E a chuva molha a estrada vazia...
e a lua ilumina esse teu rosto [delicado]
e sobre as estrelas que decoram o céu
os teus olhos pedem o que o coração guarda
E nessa melodia da água
que escorre nos vidros da janela
fechas os olhos a sorrir
e sinto o teu perfume suave [a rosas brancas]
e com a energia do mundo
os nossos lábios amam-se sem medos
como por magia
os nossos sonhos já não voam
e as nossas almas unem-se
de encontro ao sentimento maior
o qual baptizamos
de Amor

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Amor

De Inverno acordei e de arrepios me vesti
A chuva hoje não cai
e o sol espreita sorrateiro
na manha fresca de um novo dia
recebo o sorriso da minha Primavera
e no seu caminhar sereno

aparece Perfumada de melodias
e Enfeitada de Arco-íris

Solta-me um beijo adocicado...


Traz pela sua mão direita o pequeno Verão
Irrequieto e Trapalhão com o seu sorriso Enternecedor
transpira os segredos das nossas almas
e os sabores (im)perfeitos dos nossos olhares

E pela sua mão esquerda traz o Cansado e Ofegante Outono
Encasacado de Folhas secas , com o seu nariz sardento vermelhusco
Emana a inocência dos sonhos e a Paz do nosso amor


São o Fruto do Equilíbrio Perfeito da Natureza

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Memorias Inesquecíveis


«Tinha chegado o dia. O bilhete comprado. As malas feitas há uma semana. A roupa espalhada em cima da cama. De casaco comprido Fushia. As botas de cano alto pretas. Vestido violeta de Malha. Meias opacas pretas. Cachecol Rosa Claro. Boina Preta. Luvas Roxas. Em cima da cabeceira, um relógio de pulso, branco. Os brincos de bijutaria barata. Um anel artesanal feito especial para ela. Uma ansiedade estranha invadia-lhe o peito. A rua estava coberta de neve. O sol parecia querer brinda-la por aquele dia, mágico, especial. A radio anunciava as onze horas, seguida da musica preferida dela. Inconscientemente mexia o corpo ao som daquelas palavras, enquanto verificava se não se esquecia de nada.
Desceu as escadas, carregada. Não gostava de elevadores. E sempre pensou: «um bocadinho de exercício nunca fez mal a ninguém...»
Dirigiu-se até a estação de comboios mais próxima. Com a sua musica sempre nos ouvidos. Sorriu ao pensar que aquela musica tinha sido a banda sonora daquele ano.Como é que há musicas que descrevem tão bem o que se sente. Sendo sempre intemporais e adequadas a qualquer altura da nossa vida... Deixou esvoaçar os pensamentos, quando se apercebeu que tinha chegado o «seu comboio». A diferença de temperatura era bastante significativa dentro da carruagem. Verificou o seu numero e sentou-se comodamente. Pegou no livro que tinha comprado na véspera. Fizera-o de propósito, precisava de algo para empatar as horas de viagem até a sua terra.
Poucos instantes deu-se inicio a sua viagem mágica. Toca o telemóvel. A M. ligou-lhe a desejar uma boa viagem, despediram-se com um beijo.E ao desligar alguém se apoderou dos seus pensamentos. Aquela pessoa que já não falava a um ano. Aquela pessoa que a fez sonhar. Que fez a sorrir. Que a fez chorar. Que a fez acreditar em amores impossíveis. Que fez com a sua vida se tenha virado do avesso. Deu-lhe uma vontade enorme de ouvir a voz dela. Uma Saudade que ela lhe ligasse. Um Desejo de a voltar a ver. De voltarem a ter o que se perdeu com o tempo... Pensou : «Como estaria ela?». « Será que ainda se lembra de mim?» « Será que ainda sente algo por mim?»« Mas porque estaria agora a lembrar-se de novo dela?» e ficou-lhe um aperto no peito ao pensar naquela história que poderia ser algo mágico e não passou de um sonho, que terminou mal... muito mal por sinal. Isso fê-la lembrar daquilo que ela a tinha feito sentir. a Raiva, a mágoa, a angustia, o desespero, a revolta que sentiu... Aumentou o volume da musica para que esses sentimentos voassem aos som das batidas fortes da melodia.... o sol teimava em confrontar-lhe o olhar. Colocou os óculos escuros, e foi nesse instante que sentiu as lágrimas correrem-lhe pelo rosto, incrontrolaveis. Queria suster aquele choro compulsivo mas não conseguiu... e deixou então que escorressem aquelas ultimas lágrimas para afogar de vez aquele amor que ainda sentia por ela. «Seria a ultima vez»...pensou A chegada ao destino aproximava-se e aquele aperto estranho que sentia desde que saiu de casa cada vez mais se intensificava. Parecia que algo lhe iria acontecer, mas não quis dar grande importancia a isso. Sentia um nervoso pelo corpo todo, as mãos suadas e o coração acelerado. Voltou a vir-lhe a memoria Ela. Lembrou-se da primeira vez que se viram, era tudo tão idêntico... as borboletas na barriga. O medo do desconhecido. Já não pensava nela assim, há mais de seis meses. Não estava a entender os sinais que estavam a surgir.... Por fim chegou a sua terra natal e olhou pela janela na esperança de ver alguém, o alguém que ocupara os seus pensamentos durante toda a viagem.... mas logo se perdeu esse entusiasmo, e num suspiro doce, pegou nas suas coisas e saiu... O frio voltava.se a sentir. E a vontade de ir directamente para casa não era nenhuma. Gostava destas alturas do ano. Sentia Saudades da sua Família. Da sua Cidade. Mas naquele momento apetecia-lhe ir vaguear pelas ruas, cobertas de neve. O frio que se fazia sentir servia-lhe de escape para afugentar os pensamentos longínquos. E de mala vermelha a rolar pelo chão e de carteira a tira-colo. Decidiu uma vez na vida seguir os instintos dela. De sorriso na cara. Sentia-se leve. Aquele ataque de choro tinha lhe feito bem. «As saudades».... pensou ela, «essas hão-de passar com a ajuda do tempo.... » ainda não tinha terminado o seu pensamento quando ouve alguém chamar o seu nome... Mas não de uma forma vulgar... Daquela maneira que só aquele Alguém o sabia fazer... Só com a voz daquele alguém... que tinha outro sabor....
Lentamente se virou para trás... e quando os olhos se encontraram, as borboletas, a sensação de desmaio, os calores, o nervoso pelo corpo voltou-se a sentir... Era Ela... Sorriu, e o brilho do seu sorriso era especial. Correram uma para a outra, sem ressentimentos, sem pensar no que as tinha feito afastarem-se... A energia que tinham uma pela outra era mais forte, e abraçaram-se, tão fortemente que o mundo pareceu parar naquele instante... Sentiu-se segura. Tão leve. Tão estranha. Sentiu-se de novo Feliz! Aquela voz Trazia-lhe tanta Paz...
e pensou que toda a ansiedade que sentiu desde que acordou tinha um propósito...

O destino voltara a junta-las...
Provando que há amores que nunca morrem....
E que há Natais Especiais... »


texto de Candy

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Acorda-me Sempre Assim...


"Acordei com o sol a inundar-me o corpo. Pele destapada. Um Arrepio suave. Um beijo quente nos ombros. Uma mão delicada nos cabelos. Abro os olhos cheios de preguiça. Rebolo devagar para o teu lado. Há um vazio quente. Um Espaço ocupado anteriormente. Por Ti. Por Nós. Os lençóis amarrotados. As almofadas no chão. Uma carta à cabeceira. De laço decorada. Perfumada a Flôr de Jasmim. Dou ordens ao corpo para me levantar. Sento-me na beira da cama. Desenlaço aquele suave envelope.Um aperto no peito. Uma letra redonda e perfeita. Em tom de azul marinho. Uma Lágrima que corre. Um sorriso que se rasga. Um Cheiro intenso a café. Um Sabor a torradas quentes. Uma voz meiga e calma. Um Tilintar de chávenas modernas. Passos intensos e firmes. Uma canção melodiosa. Um Bom dia Diferente. Uma Surpresa Maravilhosa. Um beijo quente e doce. Um abraço sentido e (im)perfeito. Um Amor Sincero. Uma metade que completa o desejo. Uma Pessoa Ideal. Um Café da manha memorável.

A carta dizia: Parabéns amor! Que tenhas um Excelente dia! Já trago o nosso café da manha. como tu gostas! Ps: I love You 4 Ever " texto da Candy

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Encontro Especial


"Um Compasso afinado do piano velho. Uma nota tocada imperfeitamente bela. Um Sopro leve da brisa fresca. Uma gota suave da chuva fria. Um perfume forte e marcante. Um andar constante e assertivo. Um olhar verde desconcertante. Uma pele brilhante e jovem. Um sorriso transparente. Um Gesto nervoso. Um cabelo escuro e solto. Um corpo definido. Um vestido cintado. Uns sapatos elegantes. Um Casaco de malha. Uma pulseira dourada.

Um relógio antigo de parede
Um Café requintado.
Um Cheiro a chocolate quente no ar.
Uma espera perturbante.

As mãos a tremer, os olhos controlam o relógio de pulso de 5 em 5 minutos, perna traçada, o pé direito a bater inconscientemente no chão, um cigarro que parece interminável, um olhar fixo pela janela.

Esperava Alguém

Observei-a enquanto lia a o jornal. Os Seus olhos brilharam enquanto ela se aproximava. Eram mais do que queriam mostrar... notava-se somente pelos olhares cúmplices, e pelos sorrisos nervosos que iam transmitindo ao longo da conversa. Levantaram-se apressadas, e ao sair da porta, sem que ninguém notasse, trocaram um beijo na face. Observei-as enquanto desciam a rua pelo passeio, e ao virar a esquina trocaram as mãos esquerdas, com uma intensidade que parece que o chão tremeu naquele momento (ilusão minha, bem sei) pensando que ninguém as visse a trocar o amor que naqueles corpos se queria soltar e gritar ao mundo mais do que realmente podia, ou queriam.
Segui-as com o olhar até as perder de vista e continuei a construir a história daquele amor na minha cabeça. Pareciam tão felizes. Tão seguras do que cada um levava nas mãos...
o amor... a cumplicidade... e a união...

Revi-te naquela pureza única

Senti aquele toque, como se fosse o teu toque doce e delicado
Quis seguir os seus passos apressados e desconsertados
...
Mas soube que não era eu, não era para mim. Aquele amor nunca teria sido o meu.
Ansiei ver nelas o nosso amor, que fosse eu... e fosses tu,... que aquele encontro tivesse sido algum dia o nosso...
Fiquei a remoer naquela nostalgia durante algum tempo. Mais tempo do que deveria confesso. A empregada deixa cair um chávena e acordo da minha ilusão... Olho pela janela. Já se fez noite e nem dei pelas horas passarem. Agarro o meu casaco e a minha carteira. E Sigo rua abaixo.A sentir o frio que a época Natalicia traz sempre. E sorrio por ainda haver amores eternos... mágicos.
E pensei enquanto descia a rua iluminada: um dia hei-de encontrar o meu... " Texto de Candy

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Loucura

«... o dia estava agitado, entre folhas e canetas, lápis e borrachas, pesquisas e mais pesquisas, não te senti chegar... Beijaste-me da mesma maneira de sempre, com um beijo doce e fresco do frio de lá de fora, mas com uma intensidade só tua, mágica.
Embrenhada em tantas folhas não te dei a devida atenção..e o calor do meu beijo perdeu-se no meio daquele cheiro a folhas e a cansaço. não reparei que estavas com um olhar diferente... com uma voz diferente. soubesse eu agora ler nas entrelinhas dos teus passos, do teu cheiro...
deitaste-te do mesmo jeito que o fazes todas as noites, enroscadinha, como eu gosto...chamas-me... respondi com um «já vou» igual aos outros...mas com um efeito diferente em ti...
mais umas folhas aqui e outras acolá acabei por deixar o tempo voar... já cansada de tantas fechei o livro, arrumei as folhas e decidi aconchegar-me a ti...na ilusão de ainda estares a minha espera... dormias suavemente com aquela respiração leve de um anjo...com aquela serenidade que tanto gostava de apreciar(-te)... beijo-te suavemente os lábios e a testa, estremeces como quem me diz ao ouvido baixinho, abraça-me, enrosquei-me em ti como se não houvesse amanhã e segredei-te ao ouvido: amo-te meu amor... e no embale da tua respiração, adormeci...
Com o sol a bater-me na pele, e ao som do tic tac do teu relógio acordo, com vontade de ficar mais um bocadinho nesse quentinho... espreguiço-me na tentativa de te tocar...mas não estás... levanto-me devagar, como sempre na esperança de ver o habitual bilhete na mesinha pequenina perto da janela que, normalmente diz: « Bom dia Princesa, é hora de levantar. Fui pro work. até logo. não te esqueças que te amo. tem um bom dia» era habitual..parecia sentir cada palavra tua no meu ouvido... acordava sempre com um grande sorriso...
De sorriso estampado encontro o habitual papel rasurado e com manchas , onde dizia: « Bom dia, meu amor, Hoje é o tal dia...tenho de ir, ontem tentei despedir-me de ti mas vi que estavas ocupada e não te quis incomodar, vou fazer os possíveis pra nos contactarmos, um até já...e Nunca te esqueças que te amo, muito. beijo. ass.: tua sempre.» o corpo tremia, as mãos transpiravam, uma dor aguda trespassava-me o peito...
somente gritava: « não , não posso ter sido tão egoísta, e ter ficado a dormir sem te sentir ir embora» «como?!?»...
num acto de loucura dirigi-me ao armário, as roupas não estavam..
não estava a sonhar... partis-te e não dei por nada..«como?!?!» as ideias não fluíam só me apetecia pegar no carro e ir ter contigo .. o trabalho esperava-me, aquele que me fez esquecer-te... não podia deixar ficar assim a situação, teria que fazer alguma coisa, urgentemente... olhei a gaveta da mesinha e vi que tinha o teu telemóvel..«Bolas».. como poderia dizer-te um último amo-te, sim um último...um amo-te de despedida...
sem pensar mais, vesti a primeira roupa que encontrei a mão e pus-me a caminho do aeroporto, era a única solução, a única hipótese mais louca... pus-me a caminho de lágrimas nos olhos por ter sido tão fútil, tão egoísta... chego ao aeroporto e por coincidência estaciono mesmo perto do teu carro... «como é possível» pergunto-me.
não posso desistir agora..desato a correr pelo aeroporto fora ate a zona dos embarques na ânsia de te ver ainda uma ultima vez e de me perdoares.... desespero, não há sinais de ti nem de ninguém do teu grupo... desesperada e de lágrimas a lavar-me o rosto sento-me numa floreira.... sem forças, com remorsos por te ter deixado ir sem te ver, sem me despedir... e desato a chorar como uma criança abandonada... era incontrolável aquela dor no peito, aquele frio na barriga, a vontade de gritar ate tu ouvires que te amo....
já sem esperanças e mentalizada em voltar para casa sem um beijo teu, o teu cheiro, um abraço teu... levanto-me totalmente de rastos..não era eu..não me senti eu...
não me saias da cabeça, não me saia da cabeça a minha atitude na noite anterior,, sinto voltas no estômago, uma revolta comigo mesma por não poder voltar atrás no tempo....
Estava em baixo, nem eu me conhecia... parecia já estar a ficar paranoica, parecia ver-te em todas as esquinas , ouvir-te a chamares-me... «ai como os remorsos nos consomem a alma» pensei eu...
quando la ao longe essa voz se intensifica, e os cheiros a ti me vem a memoria, olho pra trás e não é uma visão, não é fantasia do meu ego estremecido..és tu... o voo?!, felizmente, atrasou-se e tiveram de esperar... sorte a minha... corri pra ti, abracei-te com tanta força que senti as tuas costelas nas minhas.... as lágrimas correram com tanta força que parecia uma adolescente arrependida, pedi-te milhões de vezes desculpa e tu com o teu ar doce e sempre tão suave ,respondes-me «não tem mal meu amor, estamos aqui é o que interessa, aproveitemos este ultimo momento», voltei a abraçar-te , não te mereço, tens um coração do tamanho do mundo, faço-te uma desfeita como esta e ainda sais-te com essa suavidade toda, beijei-te e somente te agradeci por me amares tanto e por ter alguém como tu na minha vida... chegou o momento de ires, agora sim sem mais atrasos. partimos as duas com um sorriso no rosto e na esperança de daqui a uma semana voltarmos a abraçarmo-nos com a mesma intensidade...
de volta a casa sozinha..mas mais tranquila pensei.... vale a pena arriscar quando se ama... nada acontece por acaso.

guardei a tua voz ao meu ouvido:


Vou ter saudades tuas, todos os dias, amor.
Amo-te não te esqueças....
»

Amo-te muito
saudades amor

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Não Deu



Uma mesa de café
vulgar

Um travo a doce
daquele beijo

Assombras-me a memória

Momentos intensos
de um tempo nosso

Gestos soltos
de quem não passa

Tu....

As horas escorrem.se
numa vida agitada
nos dias

Uma ancia
de cruzar um olhar

contigo....

Esperei-te
não pudeste

E num gole isolado
do jeito
saboreio o amargo
no peito

sozinha....

Numa saudade matreira
de caricias distantes

Esperei -te
mas não vieste....
mais uma vez

e num acto relutante
escrevi-te:

esperei-te, amor, mas não vieste, nesta ancia da saudade deixei-me perder no vazio e fui...
não posso mais ficar num lugar onde os sinais de ti se esqueceram de mim!
Amo-te

terça-feira, 21 de julho de 2009

A Carta: Para Ti com Amor


Uma Cidade que nos beija a alma,recheada de historias de amores perdidos... que nos sussurra quando partimos dela.
Aquele café, preenchido por sons acolhedores...que relembram momentos profundos.
Entrei, e senti(-te)! Esse lugar transpirava palavras e sorrisos (teus)... Esbarro contra essa essência que me assombra a alma, encontro pedaços (nossos) perdidos nesse lugar mais dentro de uma historia inacabada.
Descubro(-te)...(n)um sabor intenso a saudade... mais do que esperava. Em memorias soltas , gravadas no jeito seguro de ser, solta-se o pedido agudo do saber.... estas aqui!
Deixo(-te) repousar(es) (n)esse efeito que tens em mim. E num fôlego de vontade...recordo-me da tua pele, do teu sabor, do teu cheiro , do teu ardor, da tua língua, do teu desejo, do teu cabelo e do teu beijo... Recordo os teus gestos desalinhadamente perfeitos... com pureza e inocência... recordo o sentido que tens em querer ficar sempre (um pouco mais).
A chuva que cai lá fora , conta os segundos num embale do tempo ... e faz cair... caiem as saudades sentidas num rosto perdido...num mundo incompreensivel e perconceituoso...
E vou...confiante e segura... que contigo é o caminho certo.... a procura dos sonhos escondidos.
Sinto o frio percorrer-me o vazio... num sinal de ti. as ausências matam-me devagar... e em passos firmes , para não fraquejar... vou...
é hora de partir... mas o jeito agudo do peito, teima em se fechar e desolar quem para traz ficou...
não consigo olhar-te uma ultima vez...
uma força devastada percorre-me os poros, e sinto um calor estranho em mim...
Num acto de loucura e insensatez... deixo cair tudo e volto a correr pra ti.... e grito até "rebentar as artérias" AMO-TE!

a ti amor

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Confissões da Alma



Em dias Cinzentos e de ventos agudos, vozes comprometidas vagueiam pela noite, essa, (in)diferente, estranha. Anseia um cheiro a cúmplicidade, a vontades sofridas.
Despida de preconceitos, deixa
(-se) envolver (por) esse aroma, fresco e sedutor, de um perfume intenso. Gravado na pele, ressentida dos anos, intensificou-se num tempo, que parece voltar(-se) (contr)a ela, em jeito de maturidade (dizem eles)...
De Palavras perdidas, lançadas ao chão, barulhento, deixa-se entranhar, por essas gotas soltas, do orvalho. Traz com elas desejos escondidos e sentimentos instáveis. Faz-se
(ao)Norte, num caminho longo, num silencio, voraz, acompanhado com ela.
Os ponteiros marcam as horas de uma vida agitada, lacrada naquelas paredes caiadas, manchadas de lágrimas e de suor, de sorrisos e gritos... colados no peito.
Ela, de cabelos soltos, longos, escuros, olhar profundo e distante, de mãos semicerradas, caminha de passos firmes e confiantes.... em busca da resposta estendida nas ruelas da aldeia.
Não a
(re)conhece(m), Não nesta noite, não neste semblante, nem a chuva que a trespassa, nem o vento a atrasa.é em vão aquele desconforto, é em vão a coragem... de a ver num jeito amante de quem ficou perdida , à margem...
Num caminho esforçado e fundo...caminha
(m) (de) mão dada com o futuro , à procura do que o dia conseguiu unir... no tempo!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Banco de Madeira



Sentada na ilusão de um banco de madeira pintado de cor verde, já gasto...

Aprecio as cores belas das árvores, das flores, do chão cinzento mesclado que parece fluir no infinito...
Ao som do cantar dos pássaros, que disputam a sua liberdade para explorarem novas ramagens deste jardim ilusório! Ao som das folhas, que embirram com o vento por este brincar com elas, empurrando-as de um lado para o outro.

Lá ao fundo vejo uma silhueta... A pouco e pouco parece aproximar-se.. mas por vezes apresenta-se ainda mais distante. Com a vista turva não consigo discernir quem é ou quem seja. «Pareces-me Tu!» E voltas a desaparecer...

Corro atrás dela! corro e corro! mas parece que estou a fugir... Tudo se volta contraditório

Volto a correr atrás... mas sinto-me presa ao chão cinzento mesclado... Algo me puxa para trás.

Persisto nesta luta constante com a vontade de correr e a vontade de desistir...

Estou cansada!
Se ao menos conseguisse perceber o que quero...sinto....

Subitamente sinto algo no meu corpo, lentamente abro os olhos e vejo que continuo sentada num banco de madeira velho pintado de cor verde, já gasto!!