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“Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que mais se ama.(...) » Bob Marley

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Baloiço de Papel



Hoje bate uma saudade
Que não afoga a raiva da distância
que o vento traz.

Balanço o corpo no vazio do espaço
Enquanto o desejo se devora
nas paredes do peito

A lágrima perdida
desfaz-se no meu leito
Anseia acalmar o jeito
que o tempo não retoma

Partilho os meus medos
neste escuro que é nosso

Embrulho os teus segredos
neste frio que me agasalha

E balanço a alma...

Peço à noite
que me traga um sopro de ti
Um beijo perdido
no perfume do teu ser

O brilho dessa luz
que me ofusca a emoção
vem dos teus olhos

Vem de um leve ar
esta forma de sentir
diferente em mim...

E balanço mais uma vez...
o corpo e a alma
Juntos nesta dança de ilusão

E espero!
desespero a tua chegada ...fugaz
Tua partida é certa...

E junto à janela do meu quarto

balanço o que resta de ti
Neste meu mundo de cartão!

domingo, 9 de novembro de 2008

Pedaços de Mim


Um ano de Emoções, Segredos,Desejos, Sonhos e Ilusões...

Decidi fazer este vídeo agora porque, depois de algum tempo comigo mesma, achei por bem assinalar este ano que no fundo transformou a minha vida e me fez cada vez mais sentir melhor e superar o meu problema, e ao mesmo tempo fez com que me conhecesse melhor no sentido de saber explorar os meus sentimentos.
E também em homenagem aos meus AMIGOS da blogosfera que tanto me ajudaram a que este "sonho" se realizasse e que se torne cada vez maior o bichinho de escrever...com a mesma vontade e entrega de à 10 anos atrás!
Aqui fica então o vídeo onde mostra toda a minha vida por escrito!


OBRIGADA AMIGOS!







Andreia Cardos

sábado, 1 de novembro de 2008

Aconchega-me Assim


Perdida nos sonhos

subi o teu corpo
dancei na tua mão
cravei-me na tua pele

Acordo em ti

Prendi-te
no meu olhar
no avesso de mim

Balanças-me a Alma

Arrancas-me
o beijo prometido
doce e fugaz

Fazes-me voar

E Sentir o mundo
a bater-me de frente

Mergulho
no som do teu sorriso
na brisa da tua voz

Desvendo
os sentimentos escondidos
no chão da saudade

Deixo-me rasgar
por dentro
solto o grito
que me prende

Cai a lágrima e o sorriso desvanece

Mais uma vez
e...

Acordo sem ti

Nesta noite fria
que me embala
a alma nua!



sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Abraço Apertado

Porquê?
as lágrimas caem
Porquê?
a Saudade te afasta
Porquê?
o coração não pára e só te quero aqui...

Hoje quis um abraço Teu!




quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Tens o Mundo na Mão

Hoje um sentimento diferente se apoderou de mim e senti necessidade de publicar este texto em Homenagem a duas pessoas que ultimamente tem passado por momentos menos bons mas que a mim me dizem muito e são motivo de orgulho!



Tu
pequeno
frágil

Doce cheiro se emana de ti
doces memorias trazes

Meigos Sorrisos transbordas
mesmo devorados pela vida
persistes resistente

Olhares quentes
guardados em dias
fechados no fim das horas

Caricias prolongadas
no vento
desse teu perfume
guardei-os no sótão
da alma

Empoeirados
ou Recentes
são historias minhas
e tuas
nossas historias

que me vincam a pele
e rasgam a ferida
a cada som...
a cada gesto...
que de Ti , caminha...

Faz-se acender mais uma luz
mais uma alma pura
neste Mundo
que te Espera!

Tu
pequeno
frágil ser
de alma Gigante!

Dedicado:
ao Nuno e à Gloria
(e respectivas familias)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Um Querer ao Fundo


Inocência Escondida
fechada
no baú da Infância
perdida

Sorrisos gastos
pelo tempo
parados nas horas
mais H's da vida

Correrias desvanecidas
nesse chão de pedra
da soleira amarga
da minha casa

Saudade Sangrada

Balanço-me
na Corda bamba
nesse trapézio
vazio
perdi a rede...
Sento-me no chão
da alma
Mas hoje
ficou sem fundo...

Memórias frescas
levadas com a chuva
de dentro

-Onde está???(grito)

-O quê???(dizes tu)

Esses sorrisos de Crianças
As correrias no tempo sempre ilimitado
Os Amigos de Sempre
As vitórias que pensei em conquistar
Os sonhos que jurei realizar

Onde Estás?

Aqui...
(Abraças-me e dizes baixinho ao ouvido)
no teu peito profundo, dorido, Estou...
Estarei sempre...

As lágrimas
(amarradas à alma)
(sem forças pra mais)
partiram o que restava de mim...

-Quando??? (sussurro, já meio a dormir)

-O quê? (voltas tu a perguntar com uma voz meiga e reconfortante)

Te vou poder ter...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A Última Noite

(foto: Nuno Cruz)

O Sol (hoje)
não acordou
Como a minha alma
escondida nessa noite

As luzes (hoje)
não acenderam
Como o Silêncio agudo e frio
(que permanece)

Chove Aqui
dentro
(como sempre)

Derramam-se sentidos
feridos...

Derramam-se desejos
perdidos

E segredos
por contar...

A dor
dissolvendo-se
em sorrisos
(ilusórios)

Desenha no ar
esse desejo
de te Querer aqui

Doce e suave
perfume
que consome
as minhas veias
vazias
(cheias de ti)

Embriagada de mágoas
e partidas...ausências...

Hoje "é mais fundo o teu olhar"

e deixas-t'emaranhar
pela saudade
que trazes dentro

Liberta esse grito

"mesmo que traga alguma dor"...

mesmo que amanhã
não estejamos aqui ...
Fazes falta amor...
(dizias tu)

Abraço-te
prendendo o tempo
nas horas vagas
da noite!

Como vontade
de guardar esta noite
como se fosse nossa
a última...

Fechas-te os olhos...
(pra um amanha sem regresso)

Hoje o Sol não acordou...

E
Não pude dizer
Tu também Fazes Falta Amor...

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Encontro


Salto
para dentro de mim

(mais uma vez)

Deixo correr
o cheiro quente
do teu sabor

Perco-me
nesse perfume
entranhado

no chão roído
as fendas soltam
o grito
escondido

Desenrolo
a ferida perdida
no relógio

mostra(s) a ausência
habito sem esforço

Rasgo-me de orgulho
sangro as lágrimas
mais profundas

finjo ter-te
sentir-te (no) presente
foste futuro
(no) passado

longe vão as horas
longe vai a dor...
gestos isolados
nas memórias

forjados
por caricias ilusórias

Fecho a saudade

Chegou a Hora

Tenho de ir!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Cúmplices


As palavras caem
no chão
como folhas secas
sem rumo

A voz afónica sai
trémula e vaporosa
sem respirar

Aquilo que queria dizer
perdeu-se no tempo

Hoje revi-me
no reflexo
de ti!

teus olhos falaram
os meus!? (perguntas-te)
fugiram...
fugiram... (gritei)
desse reflexo manchado
de lembranças

que escondem-se
quando as sangro

Apanho as lágrimas
soltas
as palavras
perdidas

o corpo não resiste
a memória falha

lençol manchado
de orgulho
de dor
de mágoa

Fixo-me
nas tábuas velhas

da cómoda

a cumplicidade fugiu
(já há muito)
e parece não querer
se encaixar
de novo em mim

Memória triste
gasta
perdida
nesta soleira
(fingida)

onde eu e tu
amámos


E
Onde
fiquei sentada
à espera de ti ...

sábado, 13 de setembro de 2008

Inverno Amado


Abri a janela
cidade dorme
escondida nas luzes
que a Fazem Brilhar
Cheira-me a Ti
Cheira-me a mim
o Abraço escondido
no silencio desta noite
Faz-me perder
Percorro as casas
iluminadas de sentimentos
sentidas , perfumadas
Cheiram a Ti
Cheiram a mim
Solta-se o desejo
escondido no avesso
do mundo
Encontro-me
Estradas vazias
cheias de segredos
cravados na calçada gasta
Cheira a Ti
Cheira a mim
Vou à procura
do que resta de mim
nesse porto de abrigo
Deixo-me Fechar
Aquele café
(que já foi nosso)
procuro-te no balcão corrido
já não estás...
(Mas) Cheira a Ti
Cheira a mim
Cheiro dessa noite mágica
gravado no tempo
gravado na cidade
que nos viu amar
e chorar...
Cheiro da Chuva
perdida nos becos escondidos
Cheiro do quente
dos corpos sequiosos
de dor...
Cheiro de Inverno
que foi Amado
na noite que traz
sempre Saudade...
Dedicado à Jo