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“Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que mais se ama.(...) » Bob Marley

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Cúmplices


As palavras caem
no chão
como folhas secas
sem rumo

A voz afónica sai
trémula e vaporosa
sem respirar

Aquilo que queria dizer
perdeu-se no tempo

Hoje revi-me
no reflexo
de ti!

teus olhos falaram
os meus!? (perguntas-te)
fugiram...
fugiram... (gritei)
desse reflexo manchado
de lembranças

que escondem-se
quando as sangro

Apanho as lágrimas
soltas
as palavras
perdidas

o corpo não resiste
a memória falha

lençol manchado
de orgulho
de dor
de mágoa

Fixo-me
nas tábuas velhas

da cómoda

a cumplicidade fugiu
(já há muito)
e parece não querer
se encaixar
de novo em mim

Memória triste
gasta
perdida
nesta soleira
(fingida)

onde eu e tu
amámos


E
Onde
fiquei sentada
à espera de ti ...

9 comentários:

David disse...

Um texto brilhante, impressionante e com uma intensidade literário magnifica. Vindo de ti nao podia esperar outra coisa. Fofinha significas imenso, es tudo e tu sbs disso :$

saudades, sempre


ly @@

Crystal disse...

Li a primeira vez, a segunda, a terceira...quanto mais leio mais sinto o quanto estas palavras poderiam ter sido escritas por mim...

Beijo, obrigada pelo sentir

Lágrima de sangue disse...

Muito bonito:)
Tás a evoluir nestas pequenas linhas de grandes palavras;) Gostei mt deste, deve ser o meu favorito:)

Bjitos;)

@zulebranco disse...

A intensidade dos sentidos reflectidas por simples palavras tornam esta prosa muito bela....Muito obrigada pela partilha, Parabéns pelo excelente Blog tratado com tanta sensibilidade e bom gosto.

quanto pesa o vento? disse...

" soltas
as palavras
perdidas "

gosto da paz que sinto por aqui.
abraço.

Crystal disse...

Voltei a ler e gostei ainda mais(como é possivel?)

O Profeta disse...

Olhos brilhantes maré tardia
Cabelos rebeldes em desalinho
Pés descalços no, frio barro
Um berlinde atirado ao caminho

Um bando de alegres pardais
Ou um domador de tempestades
Apenas um pássaro charlatão
Dividindo o pão em metades


Bom domingo



Mágico beijo

Nuno Cruz disse...

Quando escreves um livro?

David disse...

Poema magnifico e nos moldes que foram :$ dsclpa a ausencia do blogue, o tempo n ajudou a dar-me paciencia para sentir e sobretudo ser.

Es td, sem duvida.

@@