
Enquanto me acomodo a este novo espaço
a um coração vazio, desiludido
sem memórias
sem perfumes
sem sons para recordar
Abafo a vontade magoada nos lençóis frios
Enquanto deixo os sonhos fugirem
e serem invadidos pelos medos
e fracassos da vida
Escondo a saudade por entre as mantas velhas da cama
Enquanto as lágrimas teimam em cair
e o coração acelerado em bater descontrolado
Enquanto o ar parece escassear dentro de mim
e os gritos acumulados por dentro a quererem soltar-se
Mergulho a revolta na almofada gasta
e Tomo consciência que nunca te tive
que não há nada que me prenda a ti
não te vi
não te toquei
não te beijei
não te olhei
não te ouvi
não te senti
não te abracei
não te (re)conheço
Como posso te Amar?Como pude te Amar?
As ilusoes não existem mesmo. Somos nós que as criamos para nos afagar a saudade e a solidão.
Só, estive sempre, como agora...
Chamem-me burra que eu hoje deixo.
definitivamente, está na hora de seguir em frente.mas só se aprende com os erros, com a dor, com as lágrimas.com o sofrimento e com a revolta que se instala no corpo."Tento esquecer a mágoa, e guardar só o que é bom de guardar".obrigada Mafalda V., tens as palavras sabias, que o coração quer ouvir. Só falta o corpo obedecer.Vou fazer dessas tuas palavras lema de vida. Acredita (tu) ... fica aqui prometido. alguém escreveu-me (em anonimato)a dizer que escrevendo aqui nada me faz seguir em frente,e encarar os problemas de frente... verdade.mas fica aqui escrito que irei dar a volta. e reconheço que desperdicei muito por alguém que não devia.
Mas peço-te que me ajudes, como sempre fizeste.O mundo cega-nos com as suas maravilhas armadilhadas...Sê o meu porto.
Mas peço-te que me ajudes, como sempre fizeste.O mundo cega-nos com as suas maravilhas armadilhadas...Sê o meu porto.







